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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O que é Marca?



Antigamente, Marca era apenas um nome, mas a tempos deixou de ser algo nominal e passou a representar um universo muito mais complexo, como afirma Lindstrom (2007, p. 18), “a Marca passou a ser mais forte do que as dimensões físicas do produto”.


Assim, uma marca pode ser uma palavra, uma figura, uma forma, destinada a individualizar e diferenciar bens físicos (produtos, empresas, pessoas, por exemplo) e abstratos (serviços, lugares, ideias, por exemplo). Muito mais que isso, ela representa uma série de informações, percepções e expectativas dos consumidores, despertando sentimentos, evocando lembranças e sensações, e podendo até mesmo influenciar o comportamento do consumidor, bem como suas decisões de consumo.
Kotler e Keller (2006, p. 269) definem marca como “um nome, termo, sinal, símbolo ou design, ou uma combinação de tudo isso, destinado a identificar os produtos ou serviços de um fornecedor ou grupo de fornecedores para diferenciá-los dos de outros concorrentes”.
            Além de identificar a origem de determinado produto, quando bem trabalhada, a Marca significa qualidade, originalidade e a fidelidade do consumidor. Tudo isso proporciona maior segurança e previsibilidade de demanda, tornando-se obstáculo a entrada de novos concorrentes no mercado.
Assim sendo, a Marca deve agregar valores e diferenciar produtos ou serviços, buscando autenticidade e constante inovação, cumprindo sempre o que promete, já que os clientes a conhecem por meio de experiências anteriores ou através de opiniões de outros consumidores que tenham estado em contato com ela. Eles sabem quais atendem e satisfazem ou não suas necessidades. Logo, a Marca reflete um certo nível de confiança, conhecimento e reputação no mercado.
De acordo com Keller e Machado (2006), mais que registrar a Marca na memória do consumidor, é imprimir um sentimento que a mesma desperta em cada um. Sentimentos como ternura, diversão, entusiasmo, segurança, aprovação social e autoestima, podem afetar favoravelmente o comportamento do consumidor quando trabalhados positivamente.
Pelo fato de o ser humano ser movido por emoções, a Marca deve sempre buscar transmitir alegria, satisfação, preocupação no atendimento e superação das expectativas do cliente, para sair na frente na corrida pela liderança no mercado.
            Portanto, empresas competitivas que buscam constantemente um diferencial, sabem que criar uma Marca é muito mais do que simplesmente dar nomes a produtos e serviços, mas sim dotá-los de identidade, buscando aprimorar a força da marca, revitalizando-a ao longo do tempo.
Existem fatores que diferenciam de algum modo uma marca de outras. Essas diferenças podem ser racionais ou tangíveis, por estarem relacionadas com o desempenho do bem de uma determinada marca, ou mesmo emocionais e intangíveis, que estão relacionados com aquilo que a marca representa e simboliza na dimensão mais profunda do consumidor, como os sentimentos, por exemplo.

Marca é a combinação ideal entre atributos tangíveis e intangíveis, funcionais e hedonistas, visíveis e invisíveis, em condições economicamente viáveis para ela. Algumas pessoas tendem a entender a marca apenas com atributos emocionais, mas a percepção é construída com o todo. (Kapferer, 2008, apud Tomiya, 2010, p. 52)

            Marcas competitivas permitem vários tipos de associações, e é preciso procurar contribuir para a compreensão da Marca pelo consumidor e para a maneira como ele a avalia. Muitas vezes, as associações de imagens intangíveis podem ser o único modo de distinguir marcas em meio a tantos produtos de características similares.            

 Aaker (2007) afirma que a chave para o sucesso de uma Marca é que os clientes a reconheçam e tenham uma lembrança espontânea e positiva da mesma.
             E é por isso que Marcas líderes são aquelas que estão em contínua inovação e deixam claros os seus atributos e vantagens diferenciais. São aquelas que cativam e despertam o interesse e a imaginação do consumidor, através da compreensão das motivações e desejos dos mesmos, criando imagens e fortes associações do produto e/ou serviço à Marca.
         



Fontes:
AAKER, David A. Construindo marcas fortes. Tradução Maria Lúcia Badejo. Porto Alegre: Bookman, 2007. 344 p. il.
KELLER, Kevin Lane; MACHADO, Marcos. Gestão estratégica de marcas. Tradução Arlete Simille Marques. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing: a bíblia do marketing. Tradução Mônica Rosenberg. São Paulo: Pearson, 2006. 750 p.
LINDSTROM, Martin. Brand sense: a marca multissensorial. Tradução Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: Bookman, 2007.
TOMIYA, Eduardo. Gestão do valor da marca: como criar e gerenciar marcas valiosas. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Senac Rio, 2010. 144 p. il.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mudanças necessárias: A metamorfose da águia

A mensagem que a metamorfose da águia passa é bastante interessante, então, resolvi compartilhá-la aqui no Blog:
"A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 ela tem de tomar uma séria e difícil decisão. Nesta fase, suas unhas ficam compridas e flexíveis e torna-se impossível agarrar as presas das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo, curva-se. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas em razão da grossura das penas. Voar já é tão difícil! Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou enfrentar um doloroso processo de renovação, que dura 150 dias e consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão. Nesse local, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Espera então nascer um novo bico, com o qual arranca suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só após cinco meses, ocorre o vôo da renovação, para viver mais 30 anos."
(Carlos Schmitt)


Assim como a águia, as mudanças também são necessárias para as empresas e profissionais sobreviverem e se adaptarem neste mercado turbulento e mutável. A fase de adaptação é demorada, às vezes, dolorida, mas necessária para se ter mais qualidade, tecnologia e inovação, e poder oferecer o que o mercado necessita e espera, da melhor forma possível. Por isso, é importante desprender-se da velha rotina e dos velhos hábitos - apesar de não ser tarefa fácil - em busca de novos caminhos.

Devido à era da Informação e do Conhecimento, das transformações nas economias e em diversas áreas do globo, e com tanta tecnologia móvel disponível, o que sabemos hoje já estará desatualizado amanhã. O século 21 já não permite profissionais nem cidadãos omissos, mas sim pessoas antenadas e ativas, envolvidas em diversas questões que permeiam nosso cotidiano. E todas essas mudanças geraram essa necessidade de velocidade e continuidade do aprendizado, para poder responder a este mercado tão competitivo.

Ter coragem para renovar-se e deixar florescer a mudança e o comprometimento com o melhor. Essa é a forma para se obter êxito.
Encontrar forças e motivação para enfrentar as adversidades, mesmo que pareçam muito difíceis e, até mesmo, impossíveis, procurando melhorar atividades, atualizar processos, aperfeiçoar técnicas e ampliar conhecimentos.

A zona de conforto é muito convidativa, mas sem dedicação, força de vontade e adaptação, o sucesso não passa de um mero sonho. E, ao invés de sobreviver, terá uma sobrevida apenas.



Post relacionado:
* O profissional do século 21.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Estudo de Caso: Nike e as Olimpíadas 2012

Olimpíadas 2012 e, entre seus grandes patrocinadores, a NIKE não se encontra. Quem está ocupando este lugar é a Adidas, uma de suas grandes concorrentes. Mesmo com essa situação aparentemente desfavorável, devido à repercussão das Olimpíadas em todo o Globo, a Nike enxergou uma oportunidade, onde inicialmente poderia ser considerada uma ameaça ao seu mercado.

Aproveitando o ritmo das Olimpíadas para não sair do foco mundial, lançou a campanha "Find your Greatness", em Inglês que significa "Encontre sua Grandeza", na qual mostra atletas amadores e incentiva-os a buscarem sua grandeza, pois a mesma não é privilégio de alguns, mas sim algo que pertence a todos que tentam encontrá-la. Clique no link e veja o vídeo:
Nike - Find your greatness .


Essa campanha, de início, foi considerada por alguns meios de comunicação como anti-olimpíadas, no entanto, foi uma bela sacada da Nike que não se conformou com a situação que lhe fora imposta (o patrocínio do concorrente), buscando e criando oportunidades por meio de criatividade, uma nova forma de olhar determinada situação para transformá-la em algo produtivo e inovador, aproveitando o gancho das Olimpíadas, mesmo não sendo sua patrocinadora.

A Nike sempre mostrou superação e excelência em Marketing e publicidade, devido a alguns anos atrás estar envolvida em um escândalo por aproveitar de mão-de-obra infantil e, mesmo assim, ter conseguido limpar sua imagem por lançar campanhas que melhoram, inovam e atualizam sua Marca, fortalecendo-a cada vez mais no mercado e se eternizando na mente dos seus consumidores. Sem sombra de dúvida, deve contar com profissionais antenados e proativos, que possuem pronta resposta para qualquer tipo de situação. Não é à toa o seu slogan "Just do it", em Inglês, "Apenas faça".

Sendo assim, não se conforme com a situação, mesmo ela sendo desfavorável, ela pode ser revertida e utilizada sempre a favor, sempre positivamente, com um novo olhar, com atitude e proatividade. Independente de ser grande, média ou pequena empresa, crie suas oportunidades e vá de encontro a suas metas e objetivos, pois "a grandeza está em todos aqueles que tentam encontrá-la."



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sábado, 2 de junho de 2012

O avanço da Tecnologia e sua consequente Obsolecência

Com tantos avanços tecnológicos, fica difícil ficar de fora das "modernidades" impostas pelo mercado. Sejam celures, computadores ou qualquer aparato tecnológico, muitas pessoas descartam seus antigos modelos e adquirem novos, seja porque possui algum dispositivo novo ou design moderno, por exemplo. Assim, surgem tablets, Iphones e muitos outros, onde a maioria dos consumidores nem sabem qual a sua verdadeira utilidade, só querendo consumi-los e serem pioneiros na adesão e consumo dos mesmos. 


Isso é resultado de uma cultura desprovida de educação e conscientização ambiental, resultando em consumo desenfreado e descarte de bens de forma inadequada e indevida. Uma nota sobre a morte de Steve Jobs afirmou que ele deixou projetos de novos protótipos tecnológicos para serem desenvolvidos, fabricados e vendidos pelos próximos quatro anos. Logo, teremos grande parte da população nesse círculo vicioso: compra um bem, o bem fica obsoleto para o mercado, descarta o bem obsoleto, compra um novo bem, o bem fica obsoleto para o mercado, e assim por diante.

O consumo desenfreado, resultante da obsolecência percebida (quando novos produtos são lançados no mercado, fazendo com que os anteriores pareçam "antigos" e desatualizados) e a obsolecência planejada (quando produtos parecem ter uma "data de validade", já que antes aparelhos domésticos, por exemplo, duravam muitos anos e agora duram pouco), gera uma insustentabilidade devido à rapidez com que acontece, pois se dá em um curtíssimo período de tempo, não dando chance aos ecossistemas se recuperarem e/ou se adaptarem a tanta retirada de recursos naturais e aos descartes dos "produtos obsoletos".

Outro dia vi uma frase escrita num muro e acho bastante relativa: "Não precisamos de produtos menos poluentes, precisamos é de consumir menos". Isso nos faz refletir que nós como cidadãos, devemos fazer a nossa parte e consumir produtos menos poluentes sim, mas com consciência, e não de forma desregrada, porque assim nada adiantará tanto esforço tecnológico empregado nos produtos para reduzir os impactos dos mesmos no nosso planeta. Precisamos romper antigos paradigmas que tratam o consumismo como ascensão social, que foi interiorizado na cultura das grandes cidades como forma de movimentar a máquina da geração de dinheiro para os donos de grandes empresas e seus aliados (os governantes). 

Infelizmente, a manipulação que a mídia faz ao criar no inconsciente da população que se tem a realização pessoal ou que se é mais bem aceito quando se compra novos produtos e/ou novos serviços, ajuda a piorar ainda mais a situação, ao tornar os consumidores cada vez mais compulsivos "à procura da Felicidade", gerando cada vez mais pessoas frustradas e deprimidas. O valor que é depositado nas coisas e não nas pessoas, gera essa inversão cultural proposital, extinguindo os verdadeiros valores e o real sentido da felicidade, que residem nos simples momentos, seja com a família, com os amigos, com colegas. 

Espero que este post ajude na reflexão sobre a saúde do nosso planeta, e sobre as ações que devemos tomar e evitar para torná-lo sustentável. Ainda mais com a Conferência RIO +20 que será realizada de 13 a 22 de junho deste ano, na cidade do Rio de Janeiro.

Assim, termino com uma frase muito conhecida de Gandhi: 
"Devemos ser a mudança que queremos ver!"


terça-feira, 15 de maio de 2012

Inovação - Um novo olhar



Estava lendo um artigo de Stephen Kanitz, com o título Observar e pensar, e me lembrei de um conto conhecido que tem muito a ver com o artigo:

Dizem que havia um cego sentado na calçada, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:

"Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.

Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu:

“Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

"Hoje é Primavera... e eu não posso vê-la".

(Fontes diversas)


Este conto nos leva à conclusão de que, com um novo olhar, um novo prisma, podemos utilizar os poucos recursos disponíveis de uma maneira diferente, que dê resultados satisfatórios, que sensibilize, que transmita a ideia de uma forma inovadora e renovada.

A inovação é renovação, fazer algo por uma outra ótica, trazendo perspectivas positivas. Quando uma estratégia adotada não traz bons resultados, elas podem e devem ser mudadas de forma inteligente e inovadora para se alcançar aquilo que foi planejado e almejado. 

O que fez com que o "cego" no conto obtivesse mais "esmolas" foi  dizer uma mesma coisa, de forma diferente, que sensibilizasse a população e a envolvesse, de uma certa maneira, com a situação descrita. Isso sim é inovação!



Mas, como inovar?

O primeiro passo para inovar, é pensar, e para pensar, é preciso aprender a observar. Observar tudo sob um prisma diferente. Diferente de como fazemos no nosso dia-a-dia, onde olhamos e observamos tudo da mesma forma, sob um mesmo aspecto, e sob uma mesma opinião. 

É preciso aprender a observar o mundo que nos cerca para explicar e entender a realidade, para ter novas impressões, novos sentimentos, novas opiniões, e conseguir acrescentar e renovar o que já existe e, até mesmo, criar algo novo, que não foi feito por falta de um percepção mais aguçada e estimulada pelos nossos cinco sentidos. Estimular os seus cinco sentidos para aprender a observar mais, e de forma correta, são necessários no processo de inovação.

Assim, é preciso eliminar pré-conceitos, que fazem com que tenhamos opiniões e atitudes distorcidas e incorrentes, impedindo-nos de ter uma nova visão e uma maior sensibilidade e serenidade em nossas conclusões. Importante, também, é saber separar achismos e opiniões pessoais do que é verdadeiro e correspondente à realidade.

Inovar não é tarefa fácil, mas pode ser simples para alguns, complexo para outros. Isso, não se aprende nas escolas ou universidades. As instituições são apenas a estrutura, já que a inovação decorre das observações diferenciadas, dos novos pontos de vista desenvolvidos, da nova maneira de olhar o mundo e da vontade de querer renovar, de querer realmente inovar.


Assim, termino este post com uma citação de Stephen Kanitz:
"Se você quiser ter ideias novas, ser criativo, ser inovador e ter uma opinião independente, aprimore primeiro os seus sentidos. Você estará no caminho certo para começar a pensar". (Stephen Kanitz)


terça-feira, 8 de maio de 2012

Análise SWOT: Conceito e Passo-a-Passo


O que significa análise SWOT?

A Matriz SWOT é uma técnica muito utilizada por empresas que buscam se antecipar ao mercado e estar à frente de seus concorrentes, pois consiste na análise do ambiente interno e externo da empresa para auxiliar no planejamento e adoção de estratégias.

Mas você sabia que essa análise também é utilizada para uma análise SWOT pessoal? Isso você verá mais adiante!

Segundo Kotler (2006)¹, a Matriz SWOT é "a avaliação global das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças é denominada análise SWOT (dos termos em inglês strengths, weaknesses, opportunities, threats). Ela envolve o monitoramento dos ambientes externo e interno)".


O que é análise FOFA?

SWOT, sigla em Inglês, também conhecida e traduzida como FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças) significa:
Strengths - Forças
Weaknesses - Fraquezas
Opportunities - Oportunidades
Threats – Ameaças


Como fazer uma análise SWOT?

Apesar de ser amplamente utilizada por grandes empresas para melhorar suas práticas de mercado e minimizar incertezas, a análise SWOT também é útil na vida profissional e pessoal (bastar adaptar os exemplos e perguntas que serão apresentados abaixo). Serve para um melhor autoconhecimento e para buscar o aperfeiçoamento nos aspectos que precisam ser melhorados.

Para iniciar a análise e definir os pontos fortes, pontos fracos, ameaças, oportunidades, é importante que você saiba diferenciá-los. 


Pontos Fortes: tudo aquilo que a empresa faz bem ou melhor que as outras, e que está sob seu controle, ou seja, pode alterar, melhorar e aperfeiçoar a qualquer momento, pois está relacionado à parte interna da empresa (ambiente interno). Algumas perguntas para identificar os pontos fortes:
*O que a empresa e a equipe fazem bem?
*Que recursos podem ser otimizados e aproveitados?
*O que os outros acham que a empresa faz de melhor?
*Quais as vantagens que a empresa disponibiliza?
*Possui boa comunicação entre os setores?

Pontos Fracos: tudo aquilo que a empresa tem dificuldade, possui reclamações e pode melhorar, já que está relacionado à parte interna da empresa e pode ser controlado pela mesma (ambiente interno). Algumas perguntas para identificar os pontos fracos:
*No que a empresa pode melhorar?
*Onde tem menos recursos?
*Possui práticas antigas?
*Os clientes reclamam de quais aspectos da empresa?
*O que os outros acham que são suas fraquezas?

Oportunidades: tudo que está relacionado à parte externa da empresa e que NÃO está sob seu controle, ou seja, a empresa não tem como intervir (ambiente externo).  Algumas perguntas para identificar as oportunidades:
*Quais são as oportunidades externas identificadas? (Parcerias com empresas, propostas, entre outros).
*O cenário econômico está favorecendo a empresa?
*Quais as demandas, novos produtos e serviços?
* Há crescimento do mercado?

Ameaças: tudo que está relacionado à parte externa da empresa e que NÃO está sob seu controle. Logo, a empresa não pode atuar sobre as ameaças, pois está no ambiente externo à empresa. Algumas perguntas para identificar as ameaças:
*Que tipos de ameaças a empresa possui? (Concorrentes, entre outros)
*O que os concorrentes andam fazendo?
*As novas tecnologias e as mudanças no mercado prejudicam a empresa?


Ficaram algumas dúvidas? Então veja mais exemplos de como é feita a análise SWOT:

Pontos Fortes (ambiente interno):
* Atendimento rápido e personalizado;
* Boa localização;
* Variedade no mix de produtos (tem de tudo);
* Serviço de entrega – a qualquer hora (serviço diferenciado);
* Formas de Pagamento: à vista, cartão, a prazo;
* Política de salários (paga acima do salário mínimo + benefícios, o que não acontece com os concorrentes);
* Qualidade dos produtos e serviços;
* Comprometimento da equipe;
* Recursos financeiros abundantes;
* Líder no segmento;
* Marca forte;
* Parcerias com outras empresas.

Pontos Fracos (ambiente interno):
* Infraestrutura (espaço muito pequeno, não adequado);
* Pouca variedade de produtos;
* Produtos desatualizados;
* Mau atendimento (profissionais despreparados);
* Demora (delay) na entrega de produtos e serviços;
* Marca pouco conhecida;
* Distribuição limitada;
* Problemas operacionais;
* Demora na resolução dos problemas apresentados.

Oportunidades (ambiente externo):
* Ponto de ônibus em frente ao estabelecimento (atraindo mais clientes);
* Incentivos fiscais;
* Desenvolvimento da cidade e do bairro com a instalação de empresas;
* Aumento da demanda pelo serviço (aumento do número de clientes);
* Surgimento de novas tecnologias;
* Mudanças nas necessidades dos clientes;
* Outras empresas procuram alianças;
* Maior abertura do comércio exterior.

Ameaças (ambiente externo):
* Concorrentes;
* Introdução de produtos substitutos no mercado;
* Ponto de ônibus em frente ao estabelecimento (a aglomeração de pessoas no ponto pode atrapalhar a sua visualização por outros clientes);
* Diminuição da demanda, devido à crise econômica (retração da economia);
* Mudanças nas necessidades dos clientes;
* Mudanças governamentais e legislativas (políticas restritivas);
* Barreiras no comércio exterior.


Conclusão:

Os pontos fortes e fracos são controlados pela empresa, pois fazem parte de seu ambiente interno, já que estão ligados ao que ela faz bem e/ou ao que ela precisa melhorar, podendo, a qualquer momento, atuar nos pontos fortes, melhorando ainda mais, e nos pontos fracos para reduzir e, até mesmo, eliminar suas falhas e fraquezas. 

As oportunidades e ameaças estão ligadas ao ambiente externo à empresa, já que não são inerentes a suas atividades e seus processos. Apesar da empresa não poder controlá-las, ao conhecê-las, estará mais apta e preparada para aproveitá-las e reagir às ameaças de forma mais proativa ou com menos impacto no negócio. 

Após identificar os pontos fracos, pontos fortes, ameaças e oportunidades, é importante comparar o impacto e a influência das Oportunidades e Ameaças sobre cada Ponto Forte identificado e, também, sobre cada Ponto Fraco. 

Assim, será possível fazer um diagnóstico da empresa e concentrar as ações no que impacta negativa e positivamente seus resultados, desenvolvendo estratégias mais eficazes e apropriadas para  aumentar o seu desempenho e garantir maior vantagem competitiva no mercado.  

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¹ KOTLER, Philip. Planejamento estratégico de unidades de negócios: A análise SWOT. In: KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. cap. 2, p. 75-75

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sustentabilidade, Desenvolvimento Sustentável e Sociedade Sustentável



Os temas Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável estão cada vez mais presentes no cotidiano das empresas e das pessoas em geral. E, devem sim estar constantemente presentes, não só na teoria, mas principalmente na prática! Em meio a esses temas, surge um terceiro: Sociedade Sustentável. Muitas pessoas falam, mas não sabem o que realmente significam. Assim, farei uma breve descrição a seguir sobre cada um deles.




Ao se falar em Sustentabilidade, é importante ir além, já que envolve formas de pensar, de agir e reagir a todas as limitações e mudanças das quais o meio ambiente sofre e com o qual sofremos, pois estamos inseridos nele. Ser sustentável é ser preventivo (prevendo todas as consequências e resultados das ações, adotando melhores práticas sustentáveis) e corretivo (corrigindo o que não pôde ser controlado ou previsto, buscando minimizar os impactos negativos no meio ambiente). Se ficarmos na inércia da teoria, sem colocarmos em prática todo esse conceito e essa preocupação com o meio ambiente, não obteremos resultado algum.

Assim, o Desenvolvimento Sustentável se dá através de práticas conscientes e mais "verdes", baseando-se no compartilhamento, no qual cada um usufrui do que o meio ambiente fornece, pensando no próximo e se preocupando com o mesmo, pois sabe que os recursos naturais são escassos e finitos. Assim, Desenvolvimento Sustentável se refere à capacidade de suprir às necessidades do presente (da geração atual) sem comprometer e prejudicar as gerações futuras de atenderem às suas necessidades, com a correta utilização dos recursos naturais.


Logo, a Sociedade Sustentável é aquela que adota práticas sustentáveis (conscientes e "verdes"), pensa mais no todo e na saúde do planeta para uma melhor qualidade de vida de toda a população, buscando melhorias nas dimensões sociais, culturais, econômicas, políticas e ambientais. É mais exigente, consciente e ativa. Tem a motivação, a conscientização e reeducação ambiental da população como as melhores ferramentas para combater o disperdício e ir em direção à verdadeira sustentabilidade, que se inicia primeiramente com a reciclagem de ideias, atitudes e ações.




Espero ter esclarecido um pouco sobre estes temas tão abrangentes!


Se quiser compartilhar seu conhecimento, deixe um comentário! =D